christian camilo - camiloart

Existe um grande mito da fotografia: o de que fotografia com flash é horrível.
É provavel que esta idéia tenha se tornado tão popular devido a falta de conhecimento do que significa uma boa fonte de luz e dos principios básicos do funcionamento do flash com a camera DSLR (SLR).

Para começar temos que estabelecer uma divisão entre o que entendemos por luz ambiente e flash. A luz ambiente também é conhecida como luz contínua pela simplesmente razão de continuamente iluminar uma cena ou objeto. O flash não é considerado uma luz contínua. Ele na verdade é um pulso de luz que ocorre dentro de um tempo de exposição determinado pelo fotografo.

Todas vez que utilizamos o flash nossa camera regula determina automaticamente sua potencia de saída baseado num sistema conhecido como TTL que determina quanto de potência de flash será necessário para iluminar um objeto ou pessoa, numa determinado espaço e com a exposição definida pelo fotografo. Por exemplo se você fez uma fotometria sub-exposta em 1 ponto, a camera dirá ao flash que ele precisa iluminar em apenas um ponto a cena para temos uma fotografia com exposição equilibrada. Caso tenhamos definido uma exposição dois pontos sub-exposta o flash jogará luz necesaria para compensar a exposição e termos novamente uma exposição considerada padrão. Estes cálculos estão automaticamente integrados ao flash incorporado das DLSR e também são opções na maioria dos flash externos profissionais.

Para o TTL determinar a potência ideal a câmera lança um pré-flash. Um pulso de luz que “testa a cena” e  antecede o flash que de fato irá estar presente na fotografia registrada pelo sensor. Muitas vezes temos dificuldade de identificar a saída do pré-flash pela proximidade dele com a saída do flash de primeira cortina.

Outro fator básico importante é  o sincronismo que deve existir entre a saída do pulso do flash e a exposição do sensor a cena. Conhecido como velocidade de sincronismo, cada câmera possuí a sua velocidade de acordo com a tecnologia do sensor e do obturador. Por exemplo, minha câmera d40 de 2006 possuí uma velocidade de sincronismo de 1/500. Uma velocidade muito superior a minha outra câmera d610 que só consegue sincronizar com o flash em no máximo 1/200. Resultado de tecnologias diferentes de obturador e sensor: A d40 além de possuir uma mecânica diferenciada em seu obturador, possui o antigo sensor CCD (já aposentado desde 2009 nas principais DLSRs do mercado.).

Nikon-D300s-AutoFP-250-PW

Problema de sincronismo entre o flash e as cortinas do obturador da câmera DLSR.

 

Frente e verso do Flash externo SB 600 da Nikon utilizando o modo TTL

Contudo, o flash externo profissional possui o recurso de High Speed Flash. Esta opção vem abreviada pela sigla FP e com ela posso fazer com que minha d610 sincronize numa velocidade bem mais alta de sincronia como 1/1000. Nestes caso o flash emite luz por mais tempo, atuando como uma luz contínua, dentro de uma fração infima de segundos. As aplicações criativas do flash de alta velocidade irei abordar em capitulos futuros!

 

Nikon-Speedlight-SB-600

Flashes externos ainda possibilitam a regulagem manual da potência mas este recurso só é prático quando temos uma distância bem definida entre objeto fotografado e a câmera. Se esta distância mudar temos que ajustar a potência de saída do flash…por essa razão o modo TTL é mais prático para eventos, shows, casamentos e o modo manual é ideal para fotografia em estúdio.

SB-600_M-Zoom

“1/4” representa quanto da potência máxima estamos utilizando na regulagem manual e 28mm representa o ângulo de saída do pulso de luz.

Com os flashes externos ainda podemos regular o angulo de saída da luz. Assim como as distâncias focais de uma lente, quanto maior for o valor em milimetros menor será o ângulo de saída da luz do flash. Um dica importante ao utilizarmos muita potência ou então fotografamos seguidamente com o flash é a de dar um  respiro, um tempo para o flash poder recarregar seu ciclo de energia. Caso contrário,  o pulso de luz começa a perder intensidade ( no SB 600 o sinal vermelho em baixo de “ready “avisa que o flash está carregado para ser utilizado com a potência desejada!). Utilizar o flash de maneira intermitente pode comprometer o resultado desejado e até mesmo queimar a lâmpada do equipamento.

 

 

 

Comment (1)

[…] de exposição que sua DSLR lhe ofereça. O segredo para utilizar bem este recurso está associado ao entendimento de velocidade de sincronia do flash para o cancelamento da luz ambiente (contínua). A expressão do movimento deve ser iluminada […]

2 years ago

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