christian camilo - camiloart

No espisódio numero 20 da série de videos dedicados a Arte da Fotografia, abordei as opções de avaliação de luz que as câmeras dlsr possuem integradas ao seu sensor. Hoje vou explicar como devemos utilizar o histograma para avaliar se estamos obtendo fidelidade de tons de luz e cor de uma cena fotografada.

Quando definimos o modo de avaliação de luz que a câmera irá utilizar estamos contando com um sistema que mede a luz refletida para julgar qual será a exposição correta. Por exemplo, se apontamos nossa camera para o rosto de um amigo, em um dia de sol, esperamos que a camera produza um bom retrato de rosto. Nem muito escuro (subexposto) e nem muito claro (superexposto).

Como expliquei no episódio dos modos de avaliação de luz, a camera pode se confundir um pouco dependendo do tipo de avaliação de luz que você escolher. Mas supondo, que você esteja utilizando o modo  parcial de medição,  é provável que obtenha um resultado  positivo ao produzir o retrato de rosto.

Contudo,  independente do tipo de medição, a câmera não consegue avaliar precisamente a luz refletida por superfícies de tons claros (branco) e tons escuros (superfície preta).  Nestas situações precisamos contar com o apoio do histograma para verificar se estamos captando com fidelidade os tons dos elementos registrados.

As câmeras DSLRs (SLR) contam com um elemento chamado Fotometro. É ele que revela qual a intensidade de luz refletida por uma superfície. Sua regulagem vem ajustada para um tom 18 por cento cinza. Isso significa que qualquer outro tom acima  (branco) ou abaixo (preto) desse valor  será interpretado pela câmera como uma imagem subexposta ou sobreexposta. Um bom exemplo é o vestido da noiva, que é branco. A camera se confunde com a luz refletida e julga que há muita luz no vestido. Se estivermos utilizando o modo automático ou semi automático, a fotografia produzida trará o vestido com um tom levemente cinza. O correto, neste caso, é darmos um ganho de exposição ou utilizarmos o modo manual junto com o histograma para acertarmos precisamente a exposição.

O histograma é um gráfico que organiza os pixels de uma imagem de acordo com seu padrão de tons de luz e cores. Podemos dividi-lo, da esquerda para a direita, em 4 zonas: preto, sombra, cinza médio e branco. Ao fotografar uma superficie branca, a imagem produzida deve apresentar pixels na ultima zona, se buscamos fidelidade de tons. Isso significa que, ao interpretarmos o fotometro, devemos muitas vezes ignorar o ponto médio e dar ganho de um ou dois pontos de luz.  A mesma lógica vale para superfícies pretas, que refletem pouca luz. Nesse caso, o histograma deve conter informações na quarta zona e por isso, ao fotografarmos algo desta tonalidade, precisamos negativar o fotometro e um ou dois pontos.

Os histograma de tonalidade podem apresentar uma dispersão variada. Tudo depende do que está sendo fotografado. Algumas cameras também trazem o histograma dos canais de tons de vermelho, verde e azul. É a combinação de tons destas cores primárias que produz a fotografia colorida. Avaliando cada histograma podemos observar se estamos perdendo informação de tons e cor. O ideal é sempre fugirmos das extremidades para garantir o máximo de tons captados. Mas esta é uma receita técnica, afinal, quando falamos de arte podemos facilmente ignorar o histograma e simplesmente dizer com nossos olhos “a fotografia está perfeita”.

 

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