christian camilo - camiloart

Toda câmera DSLR (SLR) pode ler a luz de uma cena de três diferentes maneiras. Entender  como cada uma destas opções atua  e influência o resultado final de exposição da fotografia é de fundamental importância para o uso criativo e adequado da luz.

Independente do modo que estejamos usando, seja o controle aanual, automático, ou um dos modos semi-automaticos, sempre que apontarmos nossa câmera para realizar uma fotografia, nosso sensor passa a medir a luz de uma cena ou objeto. O resultado dessa avaliação dependerá do objeto focalizado, da reflexão de luz dos objetos da cena, e do tipo de avaliação que escolhemos na câmera.

Essencialmente a maioria das DLSRs oferecem três tipos de avaliação: Ponto único, parcial (ou ponderado) e matricial.

A opção ponto único é a que mais utilizo e recomendo. Quando optamos por este tipo de medição, estamos limitando a avaliação de luz a um único ponto do frame. O ponto de foco de nossa fotografia. Esta opção é conhecida também como SPOT. Ela será muito eficaz quando temos uma cena com muito contraste de luz. É o modo ideal para utilizarmos quando queremos garantir uma boa exposição de um elemento especifico em uma cena de muito contraste.

modo pontual da Canon

modo pontual da Nikon

O tipo parcial (ponderado) de avaliação cria uma área um pouco maior que a utilizada no ponto único! O objetivo do tipo parcial de medição é oferecer uma melhor leitura para retratos de rosto. Na essência, sua utilização será muito útil quando tivermos uma situação de iluminação irregular na cena do retrato produzido.

modo parcial da Canon

modo parcial da Nikon

A terceira opção conhecida como Matricial (ou matrix) faz uma leitura média de toda a luz de uma cena. Em ambientes em que temos uma iluminação homogênea, ou quando estamos fotografando a favor da luz, a leitura matricial oferece um bom resultado. Contudo, o com contraste de iluminação em um cena irá impor resultados desafiadores a esta opção de avaliação. O recomendado para a maioria das situações e utilizar o modo pontual pela versatilidade de entregar precisamente a leitura daquilo que queremos bem exposto.

modo matricial Canon

modo matricial Nikon

O desafio criativo é independente a qualquer um tipo de medição escolhida. Afinal, uma fotografia sub-exposta pode produzir um resultado mais interessante de que uma fotografia tecnicamente bem exposta em termos de luz e tons. Utilizando o modo manual de exposição, podemos regular o aspecto final da imagem (independente da opção de leitura de luz que estamos escolhendo).

Escolher a leitura correta de luz para a cena apropriada é o primeiro passo para a produção ágil de uma fotografia bem exposta em termos de tons e cores. Devemos nos atentar para a utilização do recurso de bloqueio de exposição quando estivermos fotografando com um dos modos semi-automáticos (Av, A, TV, S ou P). Pretendo abordar este recurso em um próximo vídeo!

 

Comments (3)

Rafael Pedroso

Para fotografia de paisagem o modo matricial é o mais indicado?

3 years ago
    christian

    Oi Rafael, sim! Contudo, depende muito do contraste de luz na paisagem! Imagine sombre de nuvens, bem localizadas, em uma paisagem. Isso pode deixar a avaliação um pouco doida. No proximo capitulo irei falar do histograma, que é um recurso fundamentel para capturarmos perfeitamente uma cena!

    3 years ago

[…] expliquei no episódio dos modos de avaliação de luz, a camera pode se confundir um pouco dependendo do tipo de avaliação de luz que você escolher. […]

3 years ago

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